quinta-feira, 6 de setembro de 2007

Inverno Cultural - São João del Rei - Quarteto Maogani - 07/2007


O pessoal aqui do blog rompe a barreira estadual e foi conferir o excelente Inverno Cultural que aconteceu de 14 a 28 de julho na cidade mineira de São João Del Rei. A programação do evento mistura ao longo de 2 semanas, apresentações musicais eruditas e populares, e em sua maioria, de forma gratuita, além de cursos musicais, cênicos, educacionais e artesanais, contribuindo muito para a proliferação de cultura. Neste ano, sem dúvida a apresentação mais impressionante do Inverno Cultural, foi a do quarteto de violões Maogani, formado pelos violonistas: Paulo Aragão, Maurício Marques, Carlos Chaves e Marcus Tardelli. Eles foram avassaladores desde o início, apresentaram músicas de compositores brasileiros como Tom Jobim, Baden Powell, Heitor Villa-Lobos, Ernesto Nazareth etc... mas com arranjos próprios. O que se viu fui um plúblico em êxtase, impressionado com tamanha categoria, exuberância técnica e de arranjo dos músicos. Outro fato que salta aos ouvidos e aos olhos, é a generosidade entre os músicos do Maogani, onde um fornece espaço ao outro dentro dos arranjos, sem jamais competir para aparecer mais. Todos eles servem ao que a música pede. Me faltam adjetivos para transcrever o show ali apresentado e a categoria dos músicos. Destaque pra sensacional versão de Samba Novo de Baden Powell.

Ao final, o público que presenciou gratuitamente o show (permitindo a todas as classes sociais acesso à cultura) , aplaudiu de pé os músicos, reverenciando a beleza da arte ali demonstrada.

Observação 1: Gostaria de acrescentar a excelente apresentação no mesmo Inverno Cultural, do “Duo Giz Branco”. Um duo de pianistas do RJ, que tocaram músicas de Ernesto Nazareth, Tom Jobim, Astor Piazolla além composições próprias.

Observação 2: O ponto negativo fica por parte da organização que abrigou alguns concertos de excelente categoria em uma tenda ao lado de duas ruas movimentadas, prejudicando a qualidade do som. Apresentações eruditas ficam melhores e mais ambientadas em teatros ou locais com a devida acústica. Mesmo diante disto, a organização tem crédito por sempre trazerem artistas de qualidade singular além de diversificar as atrações.

Dead Fish - Red Noises Shoes Tour - Circo Voador 24/06/2007


Show do Dead Fish no Circo Voador, como sempre é a velha reunião dos fãs resmungões do underground com a garotada nova e menos engajada da MTV. Porém antes dos peixes mortos, tivemos o show da banda Argentina All the Hats, que eu particularmente não assisti, mas que para todos com quem conversei e viram o show dos hermanos, era uma baita banda, com um ótimo baixista. Na seqüência veio a banda alemã “D Sailors” que decepcionou e causou alegria do bar do Circo que neste momento teve mais movimento que no show vigente. Foi uma apresentação apática, sem presença, xoxo e frio, um hardcore farofa. Pra reerguer a noite entrou o trio paulista Nitrominds, que fez um showzaço. Som sem frescuras e gracejos, direto e reto, como queriam as pessoas presentes lá. Rolou lado b lado a, mosh, e tudo que caracteriza um show decente de hc. O show do Nitromids serviu pra mostrar que bandas nacionais, bem estruturadas, mesmo independentes, não devem nada a bandas gringas, nem em termos de timbres nem em termos de equipamentos. Sem demora pra troca de equipamento sobe o Dead Fish, com uma platéia bem aquecida e ligada pelo show anterior. Talvez isso fez com que o Dead Fish tenha recuperado a velha forma do show histórico de 2005. Como a há muito tempo não se vê por aqui, o Dead Fish impôs um show intenso ao público, que no final já quase pedia arrego. Tocaram duas músicas do primeiro álbum (Sivar-se de 1998) , Molotov no bis, e a totalmente inesperada Third World Friendship o que já torna o show especial. Rodrigo deu mosh na galera, pois o público era impedido de subir no palco devido a uma fratura de um fã no último show no RJ. O set foi excelente, mesclando todas as fases da banda, começando surpreendentemente com as mais pedidas , Sonho Médio e Afasia. No bis, houve até uma votação improvisada pra qual música seria tocada, ficando a cargo da já citada Molotov e Iceberg. Enfim, foi uma noite excelente, de boa música, paz e sangue na orelha de quem esteve lá.

Cachorro Grande - Circo Voador (22/06/2007)



Noite agradável na lapa em que o pessoal branquelo, de boina, óculos quadrado e camisa listrada dominou o circo dos sons. Os caras do The Feitos começaram o serviço da noite... Na boa, é uma bandinha fraca , sem sal, com rock híbrido entre o rock inglês, punk e certa filosofia fútil a lá Raimundos. Levaram uns 10 fãs que curtiam a banda, que é de Niterói-RJ. Brincaram com o público, mostraram um bom humor, porém serviu mesmo para testar os P.A. para os shows posteriores.
Passado isto, agora sim, pra esquentar os ouvidos, surgem os Faichecleres, um trio bem legal do sul do país, apresentando um rock inglês, letras sacaninhas e boa presença no palco, principalmente do impagável batera. Som simples, mas muito bem feito e ainda contavam com um bom número de pessoas que conheciam a banda. Ótima apresentação.
Com o público levemente ansioso surge o Cachorro Grande, levando de cara 3 músicas novas e bem legais. O engraçado, é que boa parte dos fãs já conheciam as letras dessas novas composições, embora o cd ainda não estivesse nas lojas, coisas de internet..... Na seqüência soltaram as certeiras, Amigo, Loucura, Lunático, Você não Sabe o Que Perdeu, fazendo o show decolar de vez. Tocaram mais duas novas em que os vocais revezam com o Marcelo Gross (guitarra) e Marcelo Krieger (Baixista). Foi um show maduro, de gente grande (ou seria cachorro grande? Pufffff...), com a banda bem coesa, apresentando bem as músicas novas e sabendo afagar os fãs com as clássicas. Excelente noite pra quem curte o puro rock’and roll, sem muitas misturas.

segunda-feira, 3 de setembro de 2007

O último show do Los Hermanos

Quase 72 horas após o último show do Los Hermanos, o misto de sentimentos que tomou conta dos 5.000 presentes na Fundição Progresso começa a se dissipar.Foi, sem dúvida, o show com mais energia que eu fui, a platéia simplesmente obrigou o técnico de som a botar o P.A. no último volume mas, mesmo assim, o som ficou abafado.Nesse misto de sentimentos a comoção saiu na frente. Foi o maior empurra-empurra organizado dos últimos tempos, a maior interação público-banda desde os tempos da Legião (segundo Jamari França). A comoção da própria banda foi algo inacreditável.Marcelo conduziu o show como se fosse o último momento de sua vida. Se emocionou e emocionou a todos no local; a performance do dia 09 ele jamais fez ou fará novamente. Reza a lenda que ele chorou no início...Bruno foi o destaque dançante da noite. Ele que não se movimentava tanto no palco desde os tempos que fazia os vocais de Bárbara. Ele que não ligou nem para o adiantado horário do concerto para os seus padrões e, já merecedor do Prêmio Tom Selleck de bigode do ano.Amarante proporcionou o momento mais singelo da noite. A participação especial da rosa em A Flor foi algo emocionante, se é que teve algum momento que este sentimento não esteve presente. Estava mais contido que o normal mas, nem por isso, foi menos brilhante.Barba foi o que mais sentiu este até breve da banda. Ele sempre risonho durante os shows, permaneceu com o semblante fechado durante todo o show mas, sem diminuir o peso das baquetas. O único sorriso visto foi durante o agradecimento da banda. A ficha sobre o até breve da banda caiu durante a execução de Conversa de Botas Batidas com se breve discurso e a apresentação dos companheiros de apoio (Mauro, Bubú , Índio e Gabriel Bubú), este último que fez alguns vocais em Conversa... Esta canção certamente é a que deve ter provocado o maior índice de lágrimas durante os últimos tempos.Ao final do 2° bis, juntaram-se a banda, o empresário Simon e o 5° hermano Alex Werner, assim como a equipe de apoio.Quase duas horas de show foi pouco para este momento tão ímpar na MPB nos últimos dez anos. A promessa de Bruno em seu blog de um show de 3 horas poderia ter sido confirmada e, talvez, ainda fosse pouco para este tão emocionante dia. Músicas a muito não tocadas voltaram ao repertório deste show que ficou entre a turnê do 4 e a entrada para o Hall das maiores bandas da música nacional. Uma banda que nunca abriu mão de seus ideais e concepções, que cuidou do seu acervo, que mantinha um canal direto com os fãs através de Alex Werner, que não se corrompia diante da indústria etc etc etc.Que possamos lembrar dos bons momentos propiciados por esta banda em seus shows, entrevistas e qualquer aparição onde estivesse presente a boa música. Banda que eu passo a chamar de The Police tuiniquim, pois teve a coragem de parar no auge, com uma carreira de sucessos e, quem sabe, façam algumas apresentações esporádicas em eventos que apoiem e acreditem na causa culminando numa turnê de retono daqui a uns 25 anos...

Banda Voyage na Expo Itaguaí - Julho/2007

Um ótimo show show dessa já conceituada banda do tecladista dos Paralamas do Sucesso, João Fera. Participação do grande Eduardo Lyra na percussão. Repertório baseado nos sucessos dos anos 70 e 80, levantou poeira na Lona Cultural dessa 14ª edição da festa em comemoração a emancipação do município de Itaguaí. Grande repercussão entre os presentes que, arriscaram, inclusive, alguns passos mais ousados na grande pista de dança em que se tranformou a lona. Toda a banda mandou super bem w ficouo gostinho de quero mais, já que não foi possível prolongar demais o show, pois a atração principal da noite já estava tocando no palco principal. Esperamos a volta da banda para apresentação de um show só seu em um lugar com mais visibilidade.

Show do Jota Quest na Expo Itaguaí - Julho/2007

Em dia de Live Earth, o Jota Quest, que já havia feito o show na Praia de Copacabana (totalmente desanimados, diga-se de passagem) , mandou ver no show da XIV Expo Itaguaí. Quase 2 horas de show num ritmo alucinante com o inquieto Flausino pulando, andando e correndo de um lado para o outro no palco. Um repertório de sucessos, shows doa mais pesados, com um som muito bem distribuído, onde não sobressai nenhum instrumento, garantindo a harmonia entre os instrumentos e os vocais. Destaque para os roadies que mandam muito bem também na passagem de som (levantaram o público presente, que já era grande nesse momento). Dizem que até o prefeito foi para a área vip curtir o show.

domingo, 2 de setembro de 2007

Boas vindas!!!

Entra no ar um blog onde você poderá ler, ver e escutar um pouco sobre a música brasileira e sobre os últimos acontecimentos musicais no estado e no país. Contando com colaboradores, o blog tem a missão de aproximar o artista do público, trazendo os novos talentos para mais perto do apreciador da boa cultura.