
Em uma semana onde a chuva exacerbou todas as contradições de um Rio de Janeiro, cidade grande, de intensa atividade comercial e turística que ficou sob esgoto e lama, guardou para o sábado outro tipo de antagonismo: o musical. Show do Confronto no Circo Voador com Inocentes e os gringos do Napalm Death. Mas onde reside o contraditório? Reside no Confronto, banda que é mais reconhecida na Europa do que em seu próprio estado natal. Enfim, coisas do RJ.... No show propriamente dito, a banda subiu ao palco por volta das 23:00h, o público ainda estava em sua maioria fora do Circo Voador, mas logo foi entrando a medida que o Confronto ia despejando sua massa de riffs, vocais enfurecidos com mensagens maduras e som pesado. Estava na cara que tinha uma galera ainda não os conhecia, tinham ido lá pra ver o Napalm Death, porém não conseguiram ficar indiferentes ante a apresentação dos cariocas. O grupo com sua mistura de hardcore e metal ia conquistando, a cada música, o público, e já fazia pirar desde o primeiro som os velhos conhecedores da banda. A competência dos caras é latente, com som excelente, resultado de 8 anos de estrada, 2 cd's gravados, 2 turnês européias (a última esse ano) e outros vários shows pela América do Sul. Do meio pro final todos os presentes (conhecedores da banda e novos chegados) já curtiam igualmente a apresentação com mosh, roda, tudo isso sob o som de: “De igual para Igual”, “Guerra Queda e Morte”, “Corporações Assassinas” “Vale da Morte” etc.
Pra fechar a noite eles mandaram a sempre aguardada Negação como sabor de dever mais do que cumprido. O reconhecimento foi imediato, a barraquinha da banda lotou após o show com a venda de cd’s e camisas. O ponto negativo foi o público até certo ponto pequeno pro trio de bandas da noite. Já o positivo é saber que em novembro a banda entra em estúdio para gravar seu terceiro cd, e no show adiantaram duas ótimas músicas, sendo uma com o nome de Santuário das Almas.
Deste momento em diante, como já disse, morando em uma cidade de antagonismos, não fujo dos mesmos e fui ver exclusivamente a banda de abertura da noite e não os “headlines”, pois meus ouvidos estavam mais do que satisfeitos pelo som da melhor banda underground nacional.
Pra fechar a noite eles mandaram a sempre aguardada Negação como sabor de dever mais do que cumprido. O reconhecimento foi imediato, a barraquinha da banda lotou após o show com a venda de cd’s e camisas. O ponto negativo foi o público até certo ponto pequeno pro trio de bandas da noite. Já o positivo é saber que em novembro a banda entra em estúdio para gravar seu terceiro cd, e no show adiantaram duas ótimas músicas, sendo uma com o nome de Santuário das Almas.
Deste momento em diante, como já disse, morando em uma cidade de antagonismos, não fujo dos mesmos e fui ver exclusivamente a banda de abertura da noite e não os “headlines”, pois meus ouvidos estavam mais do que satisfeitos pelo som da melhor banda underground nacional.

