sexta-feira, 5 de outubro de 2007
Turnê 25 anos do BROCK
Em 1982, quase ninguém imaginaria o rock ocupando um espaço tão grande no cenário cultural brasileiro. Mas hoje não se discute, é história: nos últimos 25 anos, o gênero conquistou relevância e importância ímpares no país. Parte substancial desse crescimento em popularidade e em qualidade pode ser creditada a Os Paralamas do Sucesso e Titãs. Mas história não termina nunca, é um processo permanente. Cientes disto, Bi Ribeiro, Branco Mello, Charles Gavin, Herbert Vianna, João Barone, Paulo Miklos, Sérgio Britto e Tony Bellotto subirão ao palco juntos para uma turnê que tem tudo para marcar novas e velhas gerações.
Não estranhe a ordem alfabética na citação dos músicos, como se as duas bandas fossem uma só. Não se trata de um show dos Paralamas mais um show dos Titãs: os oito integrantes das duas bandas vão se misturar em diferentes configurações, tocando os sucessos de suas carreiras. Tocando e literalmente trocando: o roteiro inclui, entre muitas surpresas, “Flores” na interpretação de Herbert, "Meu Erro" na voz de Branco Mello, “Óculos” com Paulo Miklos e "Trac Trac" cantada por Sérgio Britto.
Em um set intermediário, os fãs conhecerão releituras mais suaves de canções originalmente pesadas e/ou agressivas. Sem perder a eletricidade, sem intenção de reprisar projetos acústicos passados. Muito mais que uma celebração nostálgica de eras passadas, é uma troca de pele, um novo desafio assumido por duas bandas que, para chegar aos 25 anos de carreira, tiveram de se reinventar algumas vezes.
Para tornar as apresentações ainda mais imperdíveis, cada show contará com convidados especiais, como Marcelo Camelo (Salvador e São Paulo), Arnaldo Antunes (Belo Horizonte e São Paulo), Carlinhos Brown (Salvador), Dado Villa-Lobos (Belo Horizonte) e Andreas Kisser (São Paulo).
Produzida pela Planmusic, a turnê conta com o patrocínio da SKY, empresa líder do mercado de TV paga digital da América Latina. O apoio da SKY possibilitará às duas bandas levar a turnê para grandes platéias.
Paralamas e Titãs possuem belo histórico de encontros nos palcos: em 1992, em dobradinha, foram headliners do Hollywood Rock em São Paulo e no Rio de Janeiro. Na época, a idéia de Herbert Vianna era juntar forças para, em dupla, derrubar um paradigma vigente nos grandes festivais realizados no Brasil: artistas nacionais não eram escalados como atração de encerramento. O resultado foi antológico e inspirou, sete anos mais tarde, uma turnê em dupla.
Mas as tabelinhas têm origem em momentos informais e espontâneos. “As duas bandas sempre tiveram afinidade também extra-musical”, aponta Branco Mello, ao lembrar noitadas divertidas dos anos 80 com Bi Ribeiro e Cazuza. João Barone acrescenta: “A gente sempre bateu bola. Eu subia na bateria do Charles e tocava sem cerimônia. Ia lá e descia a botina. O Herbert já arrebentou muita corda de guitarra do Fromer”.
Os encontros de agora vão se valer desse entrosamento e da amizade, mas possuem uma diferença fundamental em relação aos shows em dobradinha de 1992 e 1999. “Agora é um mergulho de mais fôlego”, conta Branco, após boas horas de ensaio. “Hoje somos bandas mais criteriosas, mais experientes, menos ansiosas. Música é aprendizado, vontade de meter a cara. A gente antes chutava para todos os lados, agora tem energia mais concentrada. Estamos saboreando mais o encontro musical.” A frase que espanta qualquer fantasma de caretice, obviamente, tinha de partir do próprio Branco: “A maturidade dá um barato”.
João Barone completa o raciocínio se valendo de comparação com um tema que lhe é especialmente caro. “Somos tropas experientes, veteranos de guerra, velhos legionários que se juntam para mais uma excursão de pilhagem”, diverte-se. “Estamos afiando a navalha!” A história de Titãs e Paralamas continua – e sendo feita ao vivo.
Pedro Só
Outubro/2007
Tour 25 Anos Rock
27 de outubro – Belo Horizonte – Chevrolet Hall
11 de novembro – Salvador – Concha Acústica
24 de novembro – São Paulo – Via Funchal
19 de janeiro – Rio de Janeiro – Local a confirmar
Fonte: Assessoria de Imprensa
sábado, 15 de setembro de 2007
Ira!
Em respeito aos nossos milhares de fãs, aos nossos familiares, ao nosso agente, nossa gravadora, nossa equipe técnica e seus familiares, o IRA! vai continuar.
Cumpriremos todos os compromissos profissionais anteriormente assumidos, continuaremos a bem-sucedida turnê do álbum “Invísivel DJ”, obra que muito nos orgulha e que se encontra no início de sua divulgação.
A tristeza e a dor que esse momento provoca nos faz mais fortes e aguerridos.
Com quase 26 anos de estrada, sabemos que a garantia da continuidade do grupo sempre residiu na conduta democrática que, independentemente da circunstancial popularidade, ou do papel desempenhado, garantiu direitos, deveres e receitas iguais para todos os membros.
A vontade da maioria sempre prevaleceu sobre interesses individuais. Ficar ou sair é uma decisão de foro íntimo, mas é uma decisão absolutamente individual, a continuação do grupo é uma decisão coletiva.
Em diversos momentos na nossa história tivemos que nos apresentar em shows sem que um integrante estivesse, por um motivo ou outro, presente. Em nenhum dos shows citados, o público deixou de comparecer ou se entusiasmar com a força do repertório, ou a performance dos que se apresentaram então.
Essa é a certeza que temos de que nossa continuação será plena de energia criativa e que novas belas páginas serão escritas na obra do IRA!
Quanto aos problemas pessoais pelos quais está passando ‘Nasi’, estamos certos que, com a ajuda de seus familiares, ele os superará.
Repetindo a máxima do nosso metier; o show tem que continuar.
Paz, Amor e IRA!”
Com esse comunicado parece que o Caso Ira! tem um desfecho momentâneo: A banda continua sem nasi, pendengas judiciais irão rolar e os fãs não ficarão se a música dessa histórica banda no cenário de contrução do BRock.
quinta-feira, 13 de setembro de 2007
Living Colour –RJ – Circo Voador 31/08/2007

Sexta-feira de recordações e boa música no Rio! Show do Living Colour, uma das grandes bandas do final dos anos 80 e início da década de 90, onde o som sempre falou mais do que a imagem. Pra quem não lembra, eles surgiram em 1988 com o álbum Vivid, com ajuda de Mick Jager abrindo show dos Rolling Stones. Ficaram juntos até 1994 quando se sepraram, retornando apenas em 2001. Antes de falar do show dos gringos, tivemos a abertura por parte da banda carioca Vulgue Tostoi. Banda esta, que consta com o guitarrista Jr. Tostoi e o baixista Victor Z. que também tocam com Lenine. O que esperar de uma banda que tem dois músicos que tocam com Lenine e ainda possui um bom vocalista? Música boa né? Não, pelo contrário, um show chatíssimo, muitas experimentações sonoras e músicas que não empolgam. Me pergunto, como uma banda com bons músicos conseguem fazer músicas tão ruins... Nem uma participação especial do Lenine salvou a apresentação do grupo.
Como todo castigo pra corno é pouco, logo após o Vulgue Tostoi descer do palco, sobe como uma apresentação especial, um grupo de percussão do projeto Nós do Morro, da comunidade do Vidigal. Fizeram o comum. Tocaram músicas que todo grupo meia-boca de percussão toca. Fizeram cover de Cordel do Fogo Encantado, Músicas de Capoeira, O Rappa.... mas o que derrubou não foi isso, mas a completa falta de preparo para subir no palco. O violão estava quase sem som, o microfone do vocalista totalmente abafado sem se poder compreender uma palavra, o berimbau sem microfone, só estando correto o som do microfone da boa vocalista que tentava ganhar o público com garra. Enfim, o público com certa dose de razão vaiou a apresentação do grupo, que espero que encare isto não com uma forma de desrespeito com o projeto social, mas como uma maneira de se preparar melhor para se apresentar para um público mais exigente.
Eis que pelas 1:10 da madruga entra no palco o Living Colour, com muita energia e simpatia com o público. Despacharam todos os sucessos do grupo como: Cult of Personality, Glamour Boys, Desesperate People, Type, etc... Em Elvis is Dead, a banda instiga a platéia com uma versão em português com uma ligeira mudança de melodia “Elvis Morreeeu..”. No show, salta logo aos ouvidos, a qualidade de todos os músicos da banda. Vernon Reid (guitarra), do alto dos seus 50 anos tem uma presença invejável a qualquer moleque de 20 anos. Isso, sem falar de sua técnica absurda (o que não o impediu de arrebentar duas vezes a corda de sua guitarra). O baixista Doug Wimbish, esbanja bom gosto e explora os efeitos de maneira precisa. Já o batera Will Calhoun faz solos sobre uma base eletrônica por vezes cansativa porém interessante. E por último, o vocalista Corey Glover é sensacional, brinca com as melodias e voz sem desafinar. É dos melhores que já presenciei ao vivo. São 4 virtuoses, cada um na sua praia. A banda dá dois bis por completa aclamação do público, demonstrando nas feições estar se divertindo demais no show. Finalizaram com covers de The Clash e Jimmie Hendrix mas com a pegada característica dos “negões”.
Enfim, showzaço de 3h, deixando todos os antigos e novos fãs repletos de arte musical. Vida longa às Cores Vivas!!!!
quarta-feira, 12 de setembro de 2007
Ira!: Será o fim ou só um recomeço?
terça-feira, 11 de setembro de 2007
Ira! sem Nasi???
Tudo começou com um comunicado da Editora Escala onde Nasi teria dito que era irreversível a sua decisão.
No site da banda , um comunicado da Assessoria de Imprensa afirma que os compromissos da banda serão cumpridos, é que eles entrarão em férias por tempo indeterminado após essa data.
Cabe ressaltar que Edgard Scandurra já tem uma carreira solo até certo ponto consolidada, já fez turnês com outros parceiros e, certamente, a ânsia de se dedicar a um trabalho solo certamente não é o único mote para uma decisão dessas. Mas. cabe esperar a virada do ano para saber realmente o que irá acontecer.
quinta-feira, 6 de setembro de 2007
Inverno Cultural - São João del Rei - Quarteto Maogani - 07/2007

O pessoal aqui do blog rompe a barreira estadual e foi conferir o excelente Inverno Cultural que aconteceu de 14 a 28 de julho na cidade mineira de São João Del Rei. A programação do evento mistura ao longo de 2 semanas, apresentações musicais eruditas e populares, e em sua maioria, de forma gratuita, além de cursos musicais, cênicos, educacionais e artesanais, contribuindo muito para a proliferação de cultura. Neste ano, sem dúvida a apresentação mais impressionante do Inverno Cultural, foi a do quarteto de violões Maogani, formado pelos violonistas: Paulo Aragão, Maurício Marques, Carlos Chaves e Marcus Tardelli. Eles foram avassaladores desde o início, apresentaram músicas de compositores brasileiros como Tom Jobim, Baden Powell, Heitor Villa-Lobos, Ernesto Nazareth etc... mas com arranjos próprios. O que se viu fui um plúblico em êxtase, impressionado com tamanha categoria, exuberância técnica e de arranjo dos músicos. Outro fato que salta aos ouvidos e aos olhos, é a generosidade entre os músicos do Maogani, onde um fornece espaço ao outro dentro dos arranjos, sem jamais competir para aparecer mais. Todos eles servem ao que a música pede. Me faltam adjetivos para transcrever o show ali apresentado e a categoria dos músicos. Destaque pra sensacional versão de Samba Novo de Baden Powell.
Ao final, o público que presenciou gratuitamente o show (permitindo a todas as classes sociais acesso à cultura) , aplaudiu de pé os músicos, reverenciando a beleza da arte ali demonstrada.
Observação 1: Gostaria de acrescentar a excelente apresentação no mesmo Inverno Cultural, do “Duo Giz Branco”. Um duo de pianistas do RJ, que tocaram músicas de Ernesto Nazareth, Tom Jobim, Astor Piazolla além composições próprias.
Observação 2: O ponto negativo fica por parte da organização que abrigou alguns concertos de excelente categoria em uma tenda ao lado de duas ruas movimentadas, prejudicando a qualidade do som. Apresentações eruditas ficam melhores e mais ambientadas em teatros ou locais com a devida acústica. Mesmo diante disto, a organização tem crédito por sempre trazerem artistas de qualidade singular além de diversificar as atrações.
Dead Fish - Red Noises Shoes Tour - Circo Voador 24/06/2007

Show do Dead Fish no Circo Voador, como sempre é a velha reunião dos fãs resmungões do underground com a garotada nova e menos engajada da MTV. Porém antes dos peixes mortos, tivemos o show da banda Argentina All the Hats, que eu particularmente não assisti, mas que para todos com quem conversei e viram o show dos hermanos, era uma baita banda, com um ótimo baixista. Na seqüência veio a banda alemã “D Sailors” que decepcionou e causou alegria do bar do Circo que neste momento teve mais movimento que no show vigente. Foi uma apresentação apática, sem presença, xoxo e frio, um hardcore farofa. Pra reerguer a noite entrou o trio paulista Nitrominds, que fez um showzaço. Som sem frescuras e gracejos, direto e reto, como queriam as pessoas presentes lá. Rolou lado b lado a, mosh, e tudo que caracteriza um show decente de hc. O show do Nitromids serviu pra mostrar que bandas nacionais, bem estruturadas, mesmo independentes, não devem nada a bandas gringas, nem em termos de timbres nem em termos de equipamentos. Sem demora pra troca de equipamento sobe o Dead Fish, com uma platéia bem aquecida e ligada pelo show anterior. Talvez isso fez com que o Dead Fish tenha recuperado a velha forma do show histórico de 2005. Como a há muito tempo não se vê por aqui, o Dead Fish impôs um show intenso ao público, que no final já quase pedia arrego. Tocaram duas músicas do primeiro álbum (Sivar-se de 1998) , Molotov no bis, e a totalmente inesperada Third World Friendship o que já torna o show especial. Rodrigo deu mosh na galera, pois o público era impedido de subir no palco devido a uma fratura de um fã no último show no RJ. O set foi excelente, mesclando todas as fases da banda, começando surpreendentemente com as mais pedidas , Sonho Médio e Afasia. No bis, houve até uma votação improvisada pra qual música seria tocada, ficando a cargo da já citada Molotov e Iceberg. Enfim, foi uma noite excelente, de boa música, paz e sangue na orelha de quem esteve lá.
Cachorro Grande - Circo Voador (22/06/2007)
Noite agradável na lapa em que o pessoal branquelo, de boina, óculos quadrado e camisa listrada dominou o circo dos sons. Os caras do The Feitos começaram o serviço da noite... Na boa, é uma bandinha fraca , sem sal, com rock híbrido entre o rock inglês, punk e certa filosofia fútil a lá Raimundos. Levaram uns 10 fãs que curtiam a banda, que é de Niterói-RJ. Brincaram com o público, mostraram um bom humor, porém serviu mesmo para testar os P.A. para os shows posteriores.
Passado isto, agora sim, pra esquentar os ouvidos, surgem os Faichecleres, um trio bem legal do sul do país, apresentando um rock inglês, letras sacaninhas e boa presença no palco, principalmente do impagável batera. Som simples, mas muito bem feito e ainda contavam com um bom número de pessoas que conheciam a banda. Ótima apresentação.
Com o público levemente ansioso surge o Cachorro Grande, levando de cara 3 músicas novas e bem legais. O engraçado, é que boa parte dos fãs já conheciam as letras dessas novas composições, embora o cd ainda não estivesse nas lojas, coisas de internet..... Na seqüência soltaram as certeiras, Amigo, Loucura, Lunático, Você não Sabe o Que Perdeu, fazendo o show decolar de vez. Tocaram mais duas novas em que os vocais revezam com o Marcelo Gross (guitarra) e Marcelo Krieger (Baixista). Foi um show maduro, de gente grande (ou seria cachorro grande? Pufffff...), com a banda bem coesa, apresentando bem as músicas novas e sabendo afagar os fãs com as clássicas. Excelente noite pra quem curte o puro rock’and roll, sem muitas misturas.

